sexta-feira , 30 outubro 2020

Catequese sobre o sacramento da confissão

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Para viver uma boa confissão, entenda o sentido do sacramento da reconciliação

1. O que é confissão?
Confissão ou penitência é o sacramento instituído por Nosso Senhor Jesus Cristo, para que os cristãos possam ser perdoados de seus pecados e receber a graça santificante. Também é chamado de sacramento da reconciliação.

2. Quem instituiu o sacramento da confissão ou penitência?
O sacramento da penitência foi instituído por Nosso Senhor Jesus Cristo, segundo nos ensina o Evangelho de São João: “Depois dessas palavras (Jesus) soprou sobre eles dizendo-lhes: Recebei o Espírito Santo. Àqueles a quem vocês perdoarem os pecados, ser-lhes-ão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos” (Jo 20, 22-23).

3. A Igreja tem a autoridade para perdoar os pecados pelo sacramento da penitência?
Sim, a Igreja tem essa autoridade, porque a recebeu de Nosso Senhor Jesus Cristo: “Em verdade vos digo: tudo o que ligardes sobre a terra será ligado no céu, e tudo o que desligardes sobre a terra será também desligado no céu” (Mt 18,18).

4. Por que me confessar e pedir o perdão para u m homem igual a mim?  
Só Deus perdoa os pecados. O Padre, mesmo sendo um homem sujeito às fraquezas como outros homens, está ali em nome de Deus e da Igreja para absolver os pecados. Ele é o ministro do perdão, isto é, o intermediário ou instrumento do perdão de Deus, como os pais são instrumentos de Deus para transmitir a vida a seus filhos; e como o médico é um instrumento para restituir a saúde física etc.

5. Os padres e bispos também se confessam?
Sim, obedientes aos ensinamentos de Cristo e da Igreja, todos os padres, bispos e mesmo o Papa se confessam com frequência, conforme o mandamento: “Confessai os vossos pecados uns aos outros” (Tg 5,16 ).

6. O que é necessário para fazer uma boa confissão?
Para se fazer uma boa confissão são necessárias 5 condições:
a) um bom e honesto exame de consciência diante de Deus;
b) arrependimento sincero por ter ofendido a Deus e ao próximo;
c) firme propósito diante de Deus de não pecar mais, mudar de vida, converter-se;
d) confissão objetiva e clara a um sacerdote;
e) cumprir a penitência que o padre nos indicar.

7. Como deve ser a confissão?
Diga o tempo transcorrido desde a última confissão. Acuse (diga) seus pecados com clareza, primeiro os mais graves, depois os mais leves. Fale resumidamente, mas sem omitir o necessário. Devemos confessar os nossos pecados e não os dos outros. Porém, se participarmos ou facilitarmos, de alguma forma, o pecado alheio, também cometeremos um pecado e deveremos confessá-lo (por exemplo, se aconselharmos ou facilitarmos alguém a praticar um aborto, seremos tão culpados quanto quem o cometeu).

8. O que pensar da confissão feita sem arrependimento ou sem propósito de conversão, ou seja, só para “descarregar” um pouco os pecados?
Além de ser uma confissão totalmente sem valor, é uma grave ofensa à Misericórdia Divina. Quem a pratica comete um pecado grave de sacrilégio.

9. Que pecados somos obrigados a confessar?
Somos obrigados a confessar todos os pecados graves (mortais). Mas é aconselhável também confessar os pecados leves (veniais) para exercitar a virtude da humildade.

10. O que são pecados graves (mortais) e suas consequências?
São ofensas graves a Deus ou ao próximo. Eles apagam a caridade no coração do homem e o desviam de Deus. Quem morre em pecado grave (mortal) sem arrependimento, merece a morte eterna, conforme diz a Escritura: “Há pecado que leva à morte” (1Jo 5,16b).

11. O que são os pecados leves (ou também chamados de veniais)?
São ofensas leves a Deus e ao próximo. Embora ofendam ao Senhor, não destroem a amizade entre Ele e o homem. Quem morre em pecado leve não merece a morte eterna. “Toda iniquidade é pecado, mas há pecado que não leva à morte” (1Jo 5, 17).

12. Pode dar alguns exemplos de pecados graves?
São pecados graves, por exemplo: assassinato, aborto provocado, assistir ou ler material pornográfico, destruir de forma grave e injusta a reputação do próximo, oprimir o pobre, o órfão ou a viúva, fazer mau uso do dinheiro público, o adultério, a fornicação entre outros.

13. Quer dizer que todo aquele que morre em pecado mortal está condenado?
Merece a condenação eterna. Porém, somente Deus, que é justo e misericordioso e que conhece o coração de cada pessoa, pode julgar.

14. E se tenho dúvidas se cometi pecado grave ou não?
Para que haja pecado grave (mortal) é necessário:
a) conhecimento, ou seja, a pessoa deve saber, estar informada que o ato a ser praticado é pecado;
b) consentimento, ou seja, a pessoa tem tempo para refletir, e escolhe (consente) cometer o pecado;
c) liberdade, isto é, significa que somente comete pecado quem é livre para fazê-lo;
d) matéria, ou seja, significa que o ato a ser praticado é uma ofensa grave aos Mandamentos de Deus e da Igreja.

Essas quatro condições também são aplicáveis aos pecados leves, com a diferença que, neste caso, a matéria é uma ofensa leve contra os Mandamentos de Deus.

15. Se esqueci de confessar um pecado que acho grave?
Se esquecer realmente, o Senhor lhe perdoou, mas é preciso acusá-lo ao sacerdote em uma próxima confissão.
 
16. E se não sinto remorso, cometi pecado?
Não sentir peso na consciência (remorso) não significa que não tenhamos pecado. Se nós cometemos livremente uma falta contra um Mandamento de Deus, de forma deliberada, nós cometemos um pecado. A falta de remorso pode ser um sinal de um coração duro ou de uma consciência pouco educada para as coisas espirituais (por exemplo, um assassino pode não ter remorso por ter feito um crime, mas seu pecado é muito grave).

17. A confissão é obrigatória?
O católico deve confessar-se, no mínimo, uma vez por ano, ao menos a fim de se preparar para a Páscoa. Mas somos também obrigados a nos confessar toda vez que cometemos um pecado mortal.

18. Quais os frutos de se confessar constantemente?
Toda confissão apaga completamente nossos pecados, até mesmo aqueles que tenhamos esquecido. E nos dá a graça santificante, tornando-nos, naquele instante, uma pessoa santa. Dá-nos tranquilidade de consciência e consolo espiritual. Aumenta nossos méritos diante do Criador. Diminui a influência do demônio em nossa vida. Faz criar gosto pelas coisas do alto. Exercita-nos na humildade e nos faz crescer em todas as virtudes.

19. E se tiver dificuldade para confessar um determinado pecado?
Se somos conhecidos de nosso pároco, devemos fazer a confissão com outro padre para nos sentirmos mais à vontade. Em todo caso, antes de se confessar, converse com o sacerdote sobre a sua dificuldade. Ele usará de caridade para que a sua confissão seja válida sem lhe causar constrangimentos. Lembre-se: ele está no lugar de Jesus Cristo!

20. O que significa a penitência dada no fim da confissão?
A penitência proposta no fim da confissão não é um castigo; mas antes uma expressão de alegria pelo perdão celebrado.

Fonte: http://formacao.cancaonova.com/igreja/catequese/catequese-sobre-o-sacramento-da-confissao/

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