Foto: (Reprodução / Site da CNBB)

Comissão da CNBB disponibiliza subsídios para a 9ª edição de Oração e Reflexão contra o Tráfico de Pessoas

A Comissão Episcopal Especial para o Enfrentamento ao Tráfico Humano (CEPEETH) da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em parceria com a Rede Internacional Talitha Kum, fortalece a 9ª edição de Oração e Reflexão Contra o Tráfico de Pessoas e apresenta a proposta de  realização de uma “Romaria pela Dignidade Humana”. A data de 8 de fevereiro, dia de Santa Josefina Bakhita, foi instituída pelo Papa Francisco para que as pessoas dediquem um tempo de orações e reflexões sobre o Tráfico de Pessoas. Este ano o tema é “caminhando pela dignidade”, inspirado no preâmbulo da Declaração Universal dos Direitos Humanos que define a dignidade humana como horizonte da liberdade, da justiça e da paz.

O dia mundial de oração e reflexão deste ano propõe para a igreja e sociedade a Romaria da Dignidade Humana Contra o Tráfico de Pessoas para caminhar, rezar e refletir pelas vítimas desta violência silenciosa. Estes momentos com a memória litúrgica a Santa Bakhita, intercessora das vítimas do tráfico humano colabora na dimensão da fé.

Bakhita que viveu a dor e o sofrimento da escravidão inspira nas ações concretas proposta pelo Papa Francisco, entre elas propõe a economia solidária, uma economia de cuidado, que cria oportunidades, não explora e defende a dignidade das pessoas. “Uma economia sem tráfico de pessoas é uma economia com regras de mercado que promovem a justiça e não interesses especiais exclusivos”. Afirmou o Papa Francisco.

Santa Josefina Bakhita

Foto: Divulgação

A Igreja celebra dia 8 de fevereiro a memória litúrgica de Santa Josefina Bakhita, padroeira das vítimas do tráfico de pessoas: “Ela conheceu através de sua dolorosa experiência pessoal a realidade da escravidão e a suas consequências violentas e humilhantes. E mesmo assim, por graça de Deus, ela chegou a conhecer a verdadeira liberdade e a verdadeira alegria”, disse o Papa Francisco em 8 de fevereiro de 2019.

Para o Pontífice, a santidade de vida de Santa Bakhita é um chamado não só a enfrentar com maior determinação as modernas formas de escravidão, “que são uma ferida aberta no corpo da sociedade, uma chaga na carne de Cristo e um crime contra a humanidade”, mas também a aprender com o seu exemplo. “Ela nos ensina como nos dedicar aos pobres com ternura, delicadeza e compaixão.”

Nascida em 1869 em uma aldeia de Darfur, no Sudão do Sul, ela já era escrava aos nove anos de idade. Seu nome ‘Bakhita’, imposto pelos comerciantes de escravos, significa ‘sorte’ mas é uma ofensa à sua dignidade. Bakhita tornou-se religiosa canossiana e, após sua morte, sua história de libertação é um sinal de esperança para todos. uma jovem sudanesa que foi escravizada entre 1800 e 1900 e se tornou freira canossiana. Símbolo universal do compromisso da Igreja contra o tráfico de pessoas.

Dados sobre a escravidão moderna

Indicadores apontaram em 2022 que 50 milhões de pessoas no mundo são vítimas da escravidão moderna. Situações de instabilidade econômica, política e ambiental são fatores que contribuem para a triste realidade no Brasil e no mundo. Mulheres e crianças continuam sendo o grupo de maior vulnerabilidade, sobretudo em países mais pobres.

No Brasil, embora o número de denúncias e resgates tenham aumentado em 2022, nos últimos anos o governo brasileiro enfraqueceu os mecanismos de proteção às vítimas e poucas ações foram realizadas para combater o crime.

Romaria pela Dignidade

A Comissão de Enfrentamento ao Tráfico Humano da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil reforça para 2023 a caminhada pela dignidade. Neste sentido produziu uma série de conteúdos (texto de apoio, cards e roteiro) para ajuda nesta jornada. A proposta de romaria para o dia 8 de fevereiro é um convite para refletir no sentido de reconhecer, descobrir, promover e construir a pauta em defesa da vida e enfrentar o Tráfico de Pessoas:

• Caminhar para reconhecer os processos que induzem milhões de pessoas, especialmente os jovens, à exploração e ao tráfico de pessoas;
• Caminhar para descobrir os passos dados diariamente por milhares de pessoas em busca de liberdade e dignidade, caminhos de cuidado, inclusão e empoderamento;
• Caminhar para promover ações de enfrentamento do Tráfico que permita redescobrir a dignidade, despertar a alegria de viver e resgatar a esperança;
• Caminhar para construir uma cultura de encontro que leve à conversão dos corações e a sociedades inclusivas, capazes de desmascarar estereótipos e tutelar os direitos de cada pessoa.

 

Fonte: (Rádio Educadora do Maranhão / Site da CNBB)

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