sexta-feira , 30 outubro 2020

Editoria: queimadas e incompetência política

O Brasil está pegando fogo, e literalmente! São diversos os focos de incêndio em várias regiões do Brasil, especialmente na Amazônia e no Pantanal. Em si mesmos, os incêndios florestais, que, diga-se de passagem, não são uma exclusividade brasileira, são uma tragédia ambiental. Eles causam danos graves ao meio ambiente, flora e fauna, e também prejudicam a saúde da população e afetam o já desgastado clima global.

         É evidente que precisamos implementar urgentemente políticas públicas que protejam as áreas verdes, identifiquem e punam os responsáveis e estimulem os agentes públicos e privados à cultura da preservação. É preciso fortalecer os órgãos públicos e demais organismos privados que tenham como missão o cuidado do meio ambiente. É preciso também publicar em alta voz o nome dos comprovadamente responsáveis, sejam CPF’s ou CNPJ’s.

         Quando observamos a conduta de nossas autoridades públicas sobre este tema devemos ficar alarmados. Sim, alarmados! Há figuras do alto escalão do executivo e do legislativo que não apenas desconhecem o tema das queimadas, mas ainda pior, negam seu grave dano e, por conseguinte, por palavras e gestos (ou falta deles), acabam por incentivar que a situação periclitante do fogo continue.

         Para se ter uma ideia, o Pantanal bateu o recorde mensal de focos de incêndio. No Maranhão, na Ilha de São Luís, que engloba quatro municípios com a Capital, são diversos focos, o mais recente, na região praiana.

         Precisamos conscientizar a população. Somente a população, os cidadãos bem formados podem cobrar aqueles que exercem cargos públicos a agirem de forma rápida e responsável. As eleições municipais se aproximam. Como o tema do meio ambiente será tratado? Aqueles que tentarão chegar ou retornar ao poder, que exemplo têm dado em sua vida particular e pública sobre o referido assunto?

         O Brasil já há algum tempo uma “vergonha mundial” por causa da má gerência de sua, ainda, grande extensão de território verde. Eu acredito que é possível, como outros países demonstram, estabelecer a sadia convivência entre desenvolvimento econômico e preservação ambiental, isso se chama sustentabilidade.

         A Carta Encíclica Louvado Seja, do Papa Francisco, continua bastante atual e certeira: o planeta Terra é nossa Casa Comum. Enquanto humanidade e governos, não estamos cuidando dessa casa como deveríamos.

Cuide-se bem! A você meu abraço, a você minha bênção!

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