O réu Francisco da Silva Souza, envolvido no assassinato do ambientalista Raimundo Santos, na zona rural de Bom Jardim, foi condenado a 35 anos de prisão. O julgamento ocorreu no Fórum de Justiça de Bom Jardim, cidade que fica a 721 Km da capital São Luís.
Antes do início da sessão, familiares e amigos de Raimundo Santos realizaram uma manifestação em frente ao Salão do Júri. O caso representou o fim de uma busca por justiça que se arrastava há mais de 10 anos.
Raimundo Santos Rodrigues, de 54 anos, foi morto a tiros em uma emboscada no dia 25 de agosto de 2015. O caso teve grande repercussão em todo o Brasil, pois Raimundo fazia parte do Conselho de Proteção da Reserva Biológica do Gurupi, e sua atuação em defesa do meio ambiente foi apontada como motivo para o crime.
Sua esposa, Maria da Conceição Chaves Lima, também foi baleada, mas sobreviveu. A investigação foi conduzida pela Polícia Federal e acompanhada pela ONG Justiça Global, que atua na defesa de direitos humanos no Brasil, especialmente para ambientalistas. Raimundo já vinha sofrendo ameaças devido à sua atuação.
Segundo as investigações da Polícia Federal, o crime teve como mandantes o fazendeiro José Escórcio Cerqueira (falecido em 2017) e seu filho, José Escócio Filho. E como Intermediário, Francisco da Silva Souza (o condenado), que teria recebido R$ 10 mil para contratar dois pistoleiros. Um dos pistoleiros morreu logo após o crime; o segundo permanece sem identificação.
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