sexta-feira , 14 maio 2021

Livro-reportagem retrata situação dos moradores de rua no Centro Histórico de São Luís

Lorena Araújo e Matheus Coimbra foram os entrevistados desta quarta feira,28 de abril no
programa Roda Viva

Os jornalistas Lorena Araújo e Matheus Coimbra concederam ao programa Roda Viva, nesta última quarta-feira (28), uma entrevista falando sobre o livro-reportagem Ilha Invisível: A População de Rua em Pauta que escreveram em conjunto. A obra começou a ser produzida em 2016 como trabalho de conclusão de curso da dupla, que na época cursava Comunicação Social com habilitação em Jornalismo na Universidade Federal do Maranhão (UFMA). O projeto propõe uma reflexão sobre a situação dos moradores de rua em São Luís do Maranhão, visando colocá-los em foco, algo que falta para essa população. A obra Ilha Invisível: A População de Rua em Pauta tenta desmistificar o julgamento de que todo morador de rua é drogado ou bandido, além de dar voz às histórias muitas vezes ignoradas pela grande mídia bem como desmistificar a imagem dessa população tão visível e invisível ao mesmo tempo.

        Autores do livro reortagem: Ilha Invisível

O campo de estudo escolhido por eles foi a região do Centro Histórico da capital maranhense.

Os autores foram inspirados pelo projeto São Paulo Invisível no Facebook que retratava a situação dos moradores de rua daquela cidade. Por ser um projeto acadêmico utilizaram o conceito de de narrativa jornalística para a pesquisa e apuração das histórias que ganharam um tom mais pessoal com as fotografias e depoimentos dos moradores de rua. Ao contrário do que possa parecer, nem todos que estão na rua são iguais, os motivos para se encontrarem assim são diversos, indo desde pessoas que se envolveram com substâncias ilícitas até os chamados “malucos de BR”, hippies que optaram por ter uma vida nômade.

Uma história que marcou Lorena Araújo foi de uma jovem elitizada que se apaixonou e largou a faculdade de Psicologia optando por morar nas ruas. Ela e o namorado eram usuários de drogas e viviam em festas pelo Reviver. Para Matheus Coimbra, uma das histórias que lhe chamou atenção foi a de um casal onde a mulher por vezes assumia a culpa pelo companheiro que já não podia mais ter nenhum delito em sua ficha criminal. Apesar de terem ouvido de várias pessoas que esses moradores eram ariscos e violentos, esse pré julgamento foi provado errado. Lorena e Matheus foram bem recebidos, eles notaram que essas pessoas invisibilizadas queriam poder contar suas histórias. Outra percepção tida pelos autores foi de que comerciantes, turistas e residentes da região se mostravam receosos quanto aos moradores de rua acreditando que eles seriam pessoas de má índole, algo que durante todo o processo vivido por Lorena e Matheus se mostrou equivocado.

A fotografia que é parte marcante da obra foi uma ferramenta utilizada de forma a mostrar sutilezas e detalhes, dessa maneira os autores conseguiram passar o que estavam vendo e sentindo. Quando o personagem em destaque não queria ser identificado sua identidade era preservada com imagens detalhistas, às vezes um close era o suficiente para contar a história.

O livro está disponível em pré-venda através do site da Editora Appris. Devido a pandemia houve um atraso no envio das cópias físicas. É possível  acompanhar mais detalhes do projeto pelo instagram Ilha Invisível.

 

Fonte: Agência Educadora / Emanuelle Ferreira

Sobre Redação Educadora

Verifique também

Latinos viajam aos Estados Unidos em busca de imunização

Cidade do México e Lima – Um anúncio de uma agência de viagens oferece promoções …

Deixe uma resposta